Jerónimo de Sousa repudia chantagens

Em Portugal mandam<br>os portugueses

Jerónimo de Sousa reiterou o repúdio do PCP pelas «sucessivas chantagens» a que Portugal tem sido sujeito, entendendo que é «inaceitável» que a Comissão Europeia, em conluio com a maioria do Parlamento Europeu, mantenha a discussão sobre a suspensão de fundos ao nosso País com o objectivo de «levar a chantagem até à aprovação final do Orçamento do Estado».

Intervindo na passada semana, dia 19, no debate preparatório do Conselho Europeu (que veio a ter lugar nos dois dias seguintes em Bruxelas), o líder comunista insurgiu-se ainda contra afirmações recentes na AR do comissário europeu da Economia e Sociedade Digitais, Gunther Oettinger, em que este acena «com o papão de um novo resgate», no que foi visto como uma chantagem directa a Portugal.

E por considerar que estas posições constituem «ataques à soberania nacional e à democracia portuguesa», sugeriu ao primeiro-ministro ser esta uma boa ocasião para lembrar no Conselho Europeu que «quem manda em Portugal são os portugueses».

Depois de criticar o conteúdo da proposta de conclusões já então conhecida deste Conselho – face ao «carácter retrógrado das políticas ditas de migrações», ao acentuar da «militarização da questão humanitária», ou ao aprofundar da «lógica inaceitável do acordo com a Turquia», especificou –, Jerónimo de Sousa deteve-se numa breve análise ao Acordo de livre comércio com o Canadá. Enalteceu a posição da Bélgica (em concreto do estado federado da Valónia), que se opôs à assinatura do acordo com o Canadá, e alertou para a inexistência de garantias neste acordo que salvaguardem os interesses nacionais numa situação de conflito com multinacionais, bem como para as consequências para a nossa economia, produção nacional, soberania e segurança alimentar.

Jerónimo de Sousa falou ainda do chamado Plano Juncker para concluir que, passados quase dois anos, a «montanha pariu um rato», ou seja, o «bolo total de investimento é um terço do anunciado», e os grandes beneficiários continuam a ser as «grandes economias da UE e os grandes grupos económicos».

 



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